"Se não gostar de ler, como vai gostar de escrever? Ou escreva então para destruir o texto, mas alimente-se. Fartamente.
Depois vomite. Pra mim, e isso pode ser muito pessoal, escrever é enfiar um dedo na garganta.
Depois, claro, você peneira essa gosma, amolda-a, transforma. Pode sair até uma flor.
Mas o momento decisivo é o dedo na garganta"

- Caio Fernando Abreu -

Eis, pois, as inúmeras vezes em que meu dedo foi à garganta...

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

..:: Para se tornar um sábio II ::..




Conta a lenda que um velho sábio, tido como mestre da paciência, era capaz de derrotar qualquer adversário. Certa tarde, um homem conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu com a intenção de desafiar o mestre da paciência. O velho aceitou o desafio e o homem começou a insultá-lo. Chegou a jogar algumas pedras em sua direção, cuspiu em sua direção e gritou todos os tipos de insultos. Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível. No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o homem se deu por vencido e retirou-se. Impressionados, os alunos perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade. O mestre perguntou:
- Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente?
- A quem tentou entregá-lo, respondeu um dos discípulos.
- O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos, respondeu o mestre. Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo. A sua paz interior depende exclusivamente de você. As pessoas não podem lhe tirar a calma. Só se você permitir...

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..:: Para se tornar sábio ::..


- Mestre, como faço para me tornar um sábio?
- Boas escolhas .
- Mas como fazer boas escolhas?
- Experiência – diz o mestre.
- E como adquirir experiência, mestre?
- Más escolhas.




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domingo, 18 de outubro de 2009

..:: Esse Botafogo não toma jeito mesmo ::..


E nem o Túlio Maravilha dá jeito na SÍNDROME DO VICE que o Bostafogo Botafogo tem ao enfrentar times molambentos rubro-negros. Agora, lá na Capital Federal do Roubo, o genérico candango do Fogão sucumbiu diante de um malandro Ceilândia - que vestiu um uniforme parecido com o dos framenguistas, ops, molambentos, ops, campeões cariocas e desestabilizou o Botafogo-DF que, tremendo nas pernas, perdeu o jogo e o título da Segundona daquelas bandas!






Enquanto isso, o Botafogo original segue causando arrepios no campeonato nacional. Não fossem os Deuses do futebol, o time do Estevão Soares já teria voltado para a zona do rebaixamento há algumas rodadas... Mas, como ser botafoguense é sofrer, o time capitaneado por Juninho e Cia, vai dando sustos e mais sustos na sua torcida e não consegue se livrar de vez da Segundona (será saudade?). Ontem, de novo, uma rodada magnífica: o Timbu perdeu, o Santo André foi goleado, o Fluminense (hahaha) empacou, o Coxa tropeçou e, bastava ao Botafogo fazer a sua parte para chutar a Segunda Divisão para longe de General Severiano. Mas veio outra derrota e o fantasma da Série B segue rondando o meu Botafogo.



E domingo que vem, hmmmm, tem jogo contra a molambada original o embalado Flamengo, do cada vez mais genial Pet, do artilheiro Adriano e, ai, ai, ai, tomara que o chororô mude de lado dessa vez e o Botafogo se afaste mais um pouco da maldita Segundona - e, de quebra, hehehe, atrapalhe o Fla na luta pela Libertadores do ano que vem!


Avante, Fogão!

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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

..:: Sobre Amizades ::..





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domingo, 4 de outubro de 2009

..:: Olímpiadas 2016 ::..

E ganhamos.
Só não sei se é motivo de festa ou choro.
Veremos daqui a sete anos...
Jc Menezes



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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

..:: A-C-A-B-O-U ::..

Alice - Eu teria te amado... pra sempre. Agora saia.
Dan – Não faz isso. Fala comigo.
Alice – Já falei. Fora!
Dan – Você entendeu mal. Eu não queria...
Alice – Queria sim.
Dan – Eu te amo!

Alice – Onde?
Dan – O quê?
Alice – Me mostra! Cadê esse amor? Eu não o vejo. Eu não posso tocar nele. Eu não sinto. Eu te ouço. Escuto umas palavras... Mas não posso fazer nada com suas palavras vazias. Diga o que disser. É tarde.
Dan – Não faz isso!
Alice – Está feito.


"Closer - Perto Demais"





Em outras palavras, "agora é tarde, mané! Próximo!!!"

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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

..:: Escolhas by Closer ::..

Dan – Lamento muito.
Alice – É irrelevante. Lamenta o quê?
Dan – Tudo.
Alice – Por que não me contou antes?
Dan – Covardia.
Alice – É por ela ser bem-sucedida?
Dan – Não. É porque ela não precisa de mim.
Alice – Você trouxe ela aqui?
Dan – Sim.
Alice – Ela não se casou?
Dan – E parou de me ver.
Alice – Foi durante a nossa viagem? Para comemorar nossos 3 anos juntos? Você ligou pra ela? Implorou que voltasse? Quando ia dar seus “longos passeios sozinho”?
Dan – Sim.
Alice – Seu merda.
Dan – A decepção é algo brutal. Não vou negar.
Alice – Como? Como você consegue? Como faz isso com alguém?
Dan fica em silêncio tentando pensar em algo pra dizer.
Alice – Isso não é resposta.
Dan – Me apaixonei por ela.
Alice – Ah! Como se você não tivesse escolha. Tem um momento. Tem sempre um momento: “Posso me entregar ou posso resistir.” Não sei quando foi o seu, mas tenho certeza que existiu.



"Closer - Perto Demais"





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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

..:: Sobre acreditar... ::..

E aí, lendo meus blogs prediletos (e outros nem tanto), eis que encontro um texto, que se encaixa perfeitamente na vida deste Jc, tão sonhador e admirador das estrelas. Aquelas do céu e também as que por aqui vagueiam... A postagem original vocês encontram no blog DIÁRIO DE UMA MULHER EM CONSTRUÇÃO.


ACREDITE


Você precisa ter sonhos, para que possa se levantar, todas as vezes que cair. Acreditar que toda hora acontecerá coisas boas e mudar o rumo da sua vida.Você precisa ter sonhos grandes e pequenos, os pequenos são as felicidades mais rápidas, os grandes, lhe darão força para suportar o fracasso dos sonhos pequenos.Você tem que regar os seus sonhos todos os dias, assim como se rega uma planta, para que cresça.Você precisa dizer sempre, a você mesmo: - vou conseguir! - vou superar! - vou chegar no meu sonho!Fazendo isso, você estará cultivando sua luz, a luz de sempre ter esperanças, que nunca poderá se apagar, pois ela é a imagem que você pode passar para as outras pessoas, e é através dessa luz que todos vão lhe admirar, acreditar em você e te seguir.Mire na Lua, pois se você não puder atingi-la,com certeza irá conhecer grandes estrelas... ou, quem sabe, poder ser uma delas!



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..:: Sobre retratos, lembranças e felicidade ::..


"...E quando o dia não passar de um retrato / Colorindo de saudade o meu quarto / Só aí vou ter certeza de fato / Que eu fui feliz / O que vai ficar na fotografia / São os laços invisíveis que havia / As cores, figuras, motivos / O sol passando sobre os amigos / Histórias bebidas, sorrisos / E afeto em frente ao mar."
(FOTOGRAFIA, Leoni)







Hoje não passamos de um retrato. Que, como a canção, colore a saudade que por aqui bate.


Foi no Educandário Thales de Mileto, colégio onde estudei entre 1988 e 1997, que vivi os melhores anos de minha vida.


Foi ali, numa daquelas salas, que me apaixonei pela Claudinha, minha eterna professorinha de Português. E foi ela, que me provocou a paixão pelas letras.


Ainda ouço os gritos de "RULHO", quase sempre puxados pelo Ricardo, quando entrava naquela quadra, para, modéstia à parte, virar uma muralha no gol.


Foi ali, numa despretensiosa peça infantil (e numa festa junina), que surgiu em mim o gosto pelo teatro.


Foi na biblioteca daquele colégio que sonhávamos com o vestibular e o nosso futuro profissional, enquanto rivalizávamos jogando Doom (!).


Foram naquelas salas de aula (que a cada ano apresentava uma carteira diferente para nós - individual, dupla, hexagonal...) que conheci professores inesquecíveis, como a Claudinha (ai, ai), o Dejaldo (História), a Jeannette ("com dois enes e dois tês", de Matemática), Dorva (também de História), o Saulo (de Física e mais conhecido como 'Tutankhamon', por causa do seu queixo protuberante) e tantos outros que marcaram época na minha vida.


Foi o Thales que me ofereceu o primeiro namoro, a primeira briga, os primeiros amigos, a primeira grande amizade - depois da De Paula, claro (que veio do berço dos Menezes).


Foi ali, naquela escola, que surgiu a primeira paixão. E foi ali também, que ela morreu.


Foram nas sextas-feiras que, enfileirados, todos nós cantávamos o Hino Nacional, não sem antes ouvir do "tio" Roberto, a famosa frase: "Vamos mais uma vez agradecer a Deus, com saúde, paz, alegria e prosperidade, cantando o nosso Hino Nacional..."


Foram nos embalos de sábado à noite, que, na quadra da escola, vi shows que hoje só são possíveis de serem revividos nas Festas Plocs da vida.


E, entre inúmeros outros eventos, foram nos corredores do Thales que andava com aquele que seria um dos grupos mais marcantes da minha vida, os SEVEN.


Éramos tão diferentes que acho que era por isso que o grupo ficou unido por tanto tempo. O Alex era o intelectual do grupo - o verdadeiro CDF. A Renata era, talvez, a mais misteriosa integrante daquela turma, porque (eu) pouco sabia dela, que era também de poucas palavras. O Rodrigo fazia as honras de engraçadinho - embora, muitas das vezes sua graça não tivesse tanta graça assim... A Kátia talvez fosse a menina romântica da tribo, com aquela carinha de boneca de porcelana. O Joca era, sem dúvida, o que tinha os maiores talentos artísticos do grupo, além de ser, de fato, o mais cara-de-pau de todos nós. A Raquel era o toque de esoterismo da nossa sociedade - e era, também, a melhor (e mais antiga) amiga deste Jc, que agora não consegue se definir como o último membro deste inesquecível grupo.


Claro, as afinidades eram maiores com uns do que com outros, coisa normal de todos nós, ainda mais em se tratando de adolescentes. Mas, mesmo com nossas diferenças, tivemos muitas histórias - que hoje remontam aqueles tempos com cores vivas.


E então, hoje, após reencontrar a Raquel depois de anos de hiato em nossa amizade, eu me teletransportei para aqueles bons tempos vividos (especialmente os últimos quatro anos) e, vestindo aquela blusa azul e branca do Educandário passeei novamente pelos corredores e salas de aula, ouvindo, ainda, o coro de "Rulho" sendo entoado...


Bons tempos aqueles. E os laços invisíveis que havia, ficarão para sempre guardados aqui e me dão a certeza cantada pelo Leoni: EU FUI FELIZ.
Jc Menezes



Registro de parte dos SEVEN, num dos últimos dias de aula no Thales:
Katita, Rodrigo, Jc, Alex e Raquel e uma amizade inesquecível!


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..:: Rio 2016 ::..

Longe de mim ser pessimista, mas alguém acha mesmo que, confirmando-se a Cidade Maravilhosa como a cidade-sede das Olimpíadas de 2016, o legado será para todos - e não somente para quem vai embolsar rios e rios de dinheiro??? Cadê as melhorias na infra-estrutura da cidade e que foram prometidas na campanha do Pan??? Enfim, apesar de achar que a grana que o Governo vai investir merecia outro destino (mas nossos hospitais e escolas já são bons o suficiente para esse "zé povinho" que somos nós...), engrosso a torcida para ver o Rio sair vitorioso nesta disputa...





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..:: Até Mais... ::..




“Não foi assim que eu sonhei a nossa vida
A despedida seria até logo mais
Mas a vida não permite ensaios
Não há raio antes do trovão
Não olhe pra mim como se eu fosse invisível
Como se fosse possível enxergar nessa escuridão
Não olhe para trás (odeio despedidas)
Diga até mais!
Mesmo se for adeus”
('Até Mais', Engenheiros do Hawaii)



A gente não escolhe quem amar. Se pudesse escolher, tudo seria mais fácil e Claudinha, minha professorinha, nunca teria saído de dentro meu peito. Tudo seria mais fácil: eu te amo, você me ama e pronto: viveram felizes para sempre. Seria, tempo verbal: pretérito imperfeito. Seria, mas não foi, não é e nunca será. O amor, meus caros, o amor verdadeiro, foge ao nosso controle, não aceita as nossas rédeas, contradiz a nossa razão. Ele vem quando menos se espera e só vai embora quando bem entender.


Só nos resta, reles mortais, torcer para que o amor surja na nossa vida de braços dados com a sorte. Você encontrou a sua alma gêmea e ela está te amando. Parabéns, rapaz, você tirou a sorte grande. Viva esse amor intensamente, desfrute do que há de melhor num romance transbordante de amor (sorrisos, carinhos, silêncios, declarações...). Viva hoje, porque amanhã o amor pode abandonar vocês...


E aí, quando esse amor for embora por aquela porta, levando ela a tira colo, só vai restar a você a madrugada vazia, uma solidão sufocante, um choro contido e silencioso e confidências a serem reveladas apenas ao computador...


Você vai querer arrancá-la do peito ao mesmo tempo que vai buscá-la em outras mulheres. Você quer que ela corra de volta para os seus braços. Você quer que ela vá embora de uma vez. Você quer um último beijo. Você quer cobri-la de beijos. Você não quer vê-la nem pintada de ouro. Você quer encontrar com ela na próxima esquina. Você a odeia. Você a ama!


Não, você não está louco – pelo menos não por isso, pelo menos não por enquanto. Apenas ainda ama aquela que disse adeus. Mas que para você é um eterno “até breve”.
Jc Menezes



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..:: Duetos ::..

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